Sopa e vinho combinam?

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Se você optar por uma sopa mais leve, que vá legumes e tenha um caldo branco, ou um caldo de carne leve, você pode ter um vinho tinto também leve, que acompanhe o peso do prato. Um bom Pinot Noir ou até mesmo um Merlot podem ser uma boa pedida. Outro vinho que pode ficar bem é um rosé.

Para os caldos, a conversa é outra. Um caldo de batata pede um bom chardonnay. Um caldo de ervilha pode ser bem harmonizado com um Chianti e um caldo de cebola, apesar de não ser fácil de harmonizar, pode ser tentado com um vinho branco português da região do Douro, mas que seja encorpado, que tenha passagem por madeira.

Uma boa forma de dar uma encorpada na sua sopa e também na harmonização é utilizar croutons, aqueles pequenos pedaços de pão torrado, que se forem temperados com ervas, vão dar um toque diferente ao seu prato.

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Guia para cozinhar com crianças de todas as idades!

 

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Realmente é preciso ter um certo domínio da cozinha para supervisionar as crianças, porque com elas não dá para deslocar a atenção para as próprias dificuldades. Também tem que ter muita paciência e foco nos cuidados que precisam ser tomados. Não é uma atividade exclusiva para mulheres, é bom dizer. Os homens também podem (e devem) levar as crianças para a cozinha.

Cozinhar com as crianças é sempre a maior diversão! 😀

Só que não.

Bagunça das crianças na cozinha

Verdade seja dita: é preciso muito talento para manter o clima de diversão até o fim (falo isso com muito conhecimento de causa). Esse é um programa para adultos que se sintam à vontade entre panelasutensíliosingredientes e crianças! Se essa pessoa não for você, as chances de o programa não dar certo são muito grandes. Mas se você acha que tem esse perfil, seja paciente e não se esqueça de que é responsável pela segurança de todos. Se não for assim, não vai ser agradável para ninguém!

A ideia de cozinhar com as crianças é levá-las para a cozinha para brincar e aprender. É uma brincadeira que elas não esquecem, uma atividade de integração gostosa, gratificante e, de quebra, você ainda forma ajudantes. Quem não quer?

São muitas as coisas que precisam ser pensadas e preparadas, mas adiantei boa parte do serviço para você (demorei 3 dias para finalizar este guia, tomei muito cuidado para que ficasse o mais completo possível). Montei uma listinha com 10 dicas para você colocar a criançada na cozinha com segurança!

10 dicas para cozinhar com as crianças

1. Preparação da cozinha: limpa, organizada e segura!

Faça a sua parte antes das crianças chegarem na cozinha, deixe cada coisa em seu lugar! Guarde as louças e todos os utensílios que não serão usados. Quanto menos ítens estiverem disponíveis, mais fácil será para você manter o controle.

Afaste das beiradas todos os equipamentos e tire os fios elétricos do alcance das crianças (elas podem puxá-los e derrubar as coisas). Posicione as panelas nos queimadores do fundo do fogão ou, se elas realmente precisarem muito ficar nos queimadores da frente, vire os cabos para trás. As crianças pequenas gostam de puxar o que não alcançam para dar uma espiadinha, especialmente quando você se distrai. Essa curiosidade não combina em nada com panelas quentes. Tenha muito cuidado, muito mesmo. Muito e mais um pouco.

Bebê alcançando o cabo da panela em cima do fogão

Uma cozinha limpa e arrumada oferece menos riscos para as crianças e também é um bom exemplo para elas seguirem.

2. Ensine as crianças a lavar as mãos!

Se você ainda não ensinou, a hora é essa! É preciso lavar as mãos antes de cozinhar, depois de tocar em carnes cruas, depois de tossir, espirrar e ir ao banheiro.

Lavar as mãos é sempre importante, mas na cozinha é crucial. Leve para a pia da cozinha um sabão que elas gostem de usar, assim vão aprender sem a menor dificuldade!

Menina lavando as mãos na cozinha

3. O planejamento certo é a chave do sucesso!

Crianças pequenas não são um poço de paciência, então tenha às mãos os ingredientes e utensílios que serão utilizados. Assim, você mantém os olhinhos focados no que estão fazendo, sem tempo para começarem a sentir que cozinhar é complicado e chato.

Receitas com poucas etapas e poucos ingredientes também ajudam neste quesito, especialmente quando as crianças são muito pirralhinhas. Além disso, é mais rápido e menos estressante para você.

4. Escolha a receita certa!

Procure uma receita apropriada para a idade da criança. Receitas muito ambiciosas podem deixá-la com o mesmo olhar de decepção que fica quando é barrada na entrada de um brinquedo por causa da altura.

As maiores podem ajudar a decorar um cupcake, enquanto as de 5 anos podem medir e misturar as coisas. Da mesma forma, as de 12 anos não vão querer ouvir você dizer que não é para chegar perto do fogão. Aproveite este post para aprender o que combina com cada faixa etária na cozinha. Mais adiante, você vai ter algumas orientações específicas para cada idade.

Menina orgulhosa arrumando seus biscoitos na forma

5. Ensine tudo sobre facas!

Facas não são mesmo coisa que se dê para crianças pequenas, mas as maiores podem aprender a cortar certos ingredientes. Ensine-as a usar a faca nos cortes mais fáceis e deixe os mais complicados para você.

Ser superprotetor pode desencorajá-las, então supervisione e ajude quando necessário. Elas vão pegar o jeito e a experiência na cozinha vai ser mais especial!

Além disso, se você não ensinar de forma clara o que a faca faz, elas acabarão por descobrir sozinhas, seja lá como for.

Menina olhando a mãe usando a faca

Abrindo um parêntesis:

Meu pai tem um verdadeiro pânico de faca perto de crianças e passou a vida toda chamando a atenção dos filhos, energicamente, para não chegarmos nem perto dela na mesa – continua fazendo isso, já que ainda tenho irmãos com menos de 10 anos. Resultado: o mais novinho, quando dormiu na minha casa pela primeira vez, sentiu-se livre para ver que tipo de monstro terrível é a faca de manteiga. Passou a serrinha com tudo no dedo e fez um corte fundo. Quando vi, já era tarde e o sangue já estava lá. Quando é que eu poderia pensar que um menino de 8 anos iria fazer uma coisa dessas se eu virasse as costas? Estava tranquila de que os três estavam em segurança na mesa do café da manhã. Sorte que ele sabia que estava fazendo coisa errada e se comportou como tal. Me olhou e disse: “Nú, ai, ai, corta mesmo!”. Eu fiquei com pena porque sei o quanto dói, prestei o socorro e pensei: “Já passou da hora de saber disso! Agora sabe, rs!”. Ele descobriu uma coisa que poderia ter sido explicada com muita clareza, para não sobrar espaço para essa curiosidade. Inclusive, na minha opinião, uma criança dessa idade já pode usar faca com pouco corte nas refeições.

Fechando o parêntesis.

6. Evite ovo cru!

Dói o coração dizer, mas passar o dedinho na massa de bolo que tem ovo cru para lamber é perigoso e você não deve permitir que as crianças façam isso. A maioria de nós passou a infância raspando a vasilha da batedeira com os restos da massa, mas ovos crus são a principal fonte de Salmonella e nossas mães não deviam ter ideia do risco que estávamos correndo de ter uma infecção séria por causa dessa bactéria.

As crianças vão reclamar, então dê-lhes logo a tarefa de provadoras oficiais de bolo pronto. Mantenha-se firme, você vai ser melhor protegendo do que cedendo!

7. Não saia de perto.

A regra é clara: não deixe crianças pequenas em atividade sozinhas na cozinha. Em todo o resto do tempo, no dia-a-dia da casa, tire os utensílios perigosos de onde os olhinhos puderem ver ou use travas nos armários e gavetas. Elas ainda não sabem dos riscos que correm ali.

Armários de cozinha com travas

8. Mostre que cozinhar é divertido!

Transforme o ato de cozinhar em uma brincadeira divertida para toda a família e terá o interesse das crianças.

Faça pratos divertidos e invente brincadeiras dentro da cozinha, como quem lava mais forminhas de empada em 5 minutos, marcados com o timer do fogão. Não custa sonhar com ajudantes rápidos, custa?

9. Ensine sobre os perigos na cozinha.

Do forno à torradeira, ensine todos os perigos da cozinha. É melhor falar para as crianças sobre cada ítem e como ele funciona, antes que elas tenham contato com eles. Se você deixar claro os limites, não vai ter nenhum “Nú, ai, ai…” na sua casa.

10. Envolva todo mundo!

Se você tem duas crianças em casa, chame as duas para cozinhar com você – mesmo que tenham idades diferentes. Vai ser uma boa oportunidade de ensiná-las a trabalhar em equipe e a estreitar a amizade entre elas.

Irmãos cozinhando juntos

Se as crianças tiverem coleguinhas para passar a noite, vai ser super divertido se prepararem sozinhas o lanche da escola, umas das outras!

Essas são as “top 10” dicas para cozinhar com as crianças. Você já tem uma ideia de tudo o que está envolvido na brincadeira, mas ainda falta uma coisa: o que é pertinente ou não, para cada faixa etária.

É isso que você vai descobrir agora. 🙂

Dicas para brincar de cozinhar com as crianças, por idade!

Brincando de cozinhar com crianças menores de 3 anos.

Nunca é cedo demais para começar, pode acreditar! Uma criança tão pequena não pode te ajudar muito nas tarefas da cozinha, mas existem muitas maneiras de atrair seu interesse e envolvê-la enquanto você cozinha.

Nessa idade, os sentidos comandam a diversão: tato, olfato e paladar. A maioria das crianças vai adorar misturar, triturar e mexer os ingredientes. Divertido e simples!

Dê a ela uma colher de silicone (de nylon, bambu ou outro material que não machuque), uma tigela de plástico e deixe ela fazer essa parte. Você nunca sabe, pode ter um chef crescendo em casa! Dê preferência para tigelas grandes, para não perder muito dos ingredientes (de uma mistura para bolo, por exemplo). Por menor que seja a tarefa, a criança vai se sentir importante e estimulada.

Menina pequena misturando ingredientes

Você também pode manter a atenção da criança mostrando o que está fazendo, seja preparando um suco ou colocando a massa do bolo na forma. Converse enquanto faz as coisas, assim a criança vai “pegando” algumas palavras. Aproveite para deixá-la tocar nos ingredientes e experimentá-los, assim ela vai conhecer novas texturas e sabores. A farinha é fofinha e o cacau em pó é amargo, mas se você não der a ela uma oportunidade de colocar o dedinho no pote, talvez demore anos para descobrir isso!

Deixe a criança participar do processo de degustação para aprender a experimentar a comida desde cedo (sem ovo cru!). Isso não é uma experiência incrível?

Criança provando a massa

Arrume um espaço em uma prateleira baixa para guardar vasilhas de plástico, colheres de pau e panelas velhas, bem ao alcance das mãozinhas. Elas vão aprender a brincar com utensílios de cozinha e se interessar mais por esse universo. Você também pode improvisar um fogãozinho com uma caixa ou, quem sabe, comprar uma cozinha de brinquedo!

Bebê brincando com utensílios de cozinha

As 10 dicas que você leu acima vão te ajudar a pensar nos maiores perigos da cozinha, mas o melhor conselho para crianças muito pequenas é mantê-las longe de qualquer coisa quente, afiada e de ingredientes que possam oferecer riscos para a saúde (como os ovos e também grãos secos, que podem ser levados à boca e provocar um engasgue – feijões, por exemplo).

Fique alerta o tempo todo! Nem preciso dizer que crianças são imprevisíveis, né? Basta darmos as costas por 5 segundos para aprontarem alguma arte – e na cozinha, “arte” pode significar “acidente”!

Brincando de cozinhar com crianças de 3 a 6 anos.

Nesta faixa etária, as crianças já podem ser muito mais envolvidas na cozinha, mas em receitas fáceis e tarefas rápidas!

É o momento perfeito para você pedir ajuda ao montar uma pizza, colocar gotas de chocolate nos cupcakes ou polvilhar queijo sobre a massa. Ensine a criança enquanto faz junto, mas deixe que faça sozinha a parte dela, sob sua orientação.

Menino colocando queijo na pizza

Uma ótima tarefa é deixar a criança preparar a salada. Deixe que ela rasgue as folhas de alface, que coloque os tomatinhos e outros ingredientes (já devidamente preparados) em seus lugares, da maneira como achar mais bonito. Deixe a criatividade dela fluir e isso poderá ajudar a “abrir o apetite” para as saladas (problema comum na rotina das famílias desde 2.000 a.C.).

Menina ajudando a fazer a salada e comendo pepino

Bolos e biscoitos sempre serão o que as crianças mais gostam de fazer na cozinha. Agora que já não são mais bebezinhos, você poderá dar mais liberdade para que te ajudem a preparar uma massa. Aliás, agora elas poderão desenvolver habilidades!

Abrir a massa do biscoito é uma tarefa e tanto! Se for preciso, deixe que pratique antes com uma massinha de brinquedo (e lave bem o rolo, rs!). Cortar a massa com cortadores (os de plástico são melhores, porque não são muito afiados) e moldar biscoitinhos com as mãos vai ser bastante divertido.

Menina abrindo uma massa de biscoitos com um rolo

As crianças de 5 e 6 anos já poderão ajudar a organizar os ingredientes e acrescentá-los à receita sozinhas. Ensine também a usar os medidores e mostre como nivelar os ingredientes secos com um utensílio que funcione como uma faca, mas que não seja cortante. Se não tiver nada parecido, deixe que ela encha os medidores e diga que você vai nivelar para ela.

Menina aprendendo a usar o medidor

Ainda será cedo para usar a faca para cortar qualquer coisa, mas você pode deixar que a utilizem para passar um patê sobre a torrada do lanche, por exemplo – com você supervisionando, é claro.

Brincando de cozinhar com crianças de 7 a 11 anos

Crianças que acompanham adultos na cozinha desde cedo (e se isso foi uma boa experiência), provavelmente já terão algumas habilidades culinárias. É chegada a hora de deixar com que ajudem pra valer!

Nesta faixa etária, a criança já pode ler as receitas e os rótulos dos produtos. Peça para que faça isso para você, sempre que precisar.

Você também já pode ensiná-la a usar alguns utensílios. A grande maioria dos leitores deste blog se formou na escola sem nunca ter aberto uma lata de leite condensado sozinha. Ensine a usar utensílios como o abridor (nunca tirar a pontinha de cima da lata, se for aquele tipo tradicional), o espremedor de alho, o pilão, o timer, o amassador de batatas, a balança, a centrífuga para salada e o espremedor de frutas manual.

É difícil definir uma idade em que a criança está pronta para aprender a usar utensílios cortantes, mas, de uma forma geral, esta já seria a hora de ensinar a usar facas pouco
afiadas, como as de mesa. Os alimentos macios são as melhores opções para aprender a cortar, porque são mais fáceis e, portanto, mais seguros. Então, se tiver que fatiar uma fruta ou um pão, aproveite a oportunidade!

Menina cortando uma pêra

Também já é hora de ensinar a abrir o ovo – isso vai ser bastante divertido de aprender. É mais fácil ensinar a bater o ovo em uma superfície plana (como a pia) do que em uma quina. Não deixe de mostrar como remover pedaços da casca que caírem na clara, isso acontece com todos nós. Se notar que a criança tem uma boa habilidade para isso, já pode passar para a próxima lição: como separar as gemas!

Menina aprendendo a abrir o ovo

Fazer bolos e biscoitos continuarão sendo suas grandes preferências. A esta altura, a criança já poderá até preparar a massa toda sem a sua ajuda. Ela já sabe ler a receita e medir os ingredientes, só falta você ensiná-la a encontrar a consistência certa da massa.

Menina aprendendo a dar ponto na massa

Ainda que você esteja preparando um prato super elaborado para um jantar, peça ajuda para misturar os ingredientes. Isso é uma coisa que crianças e adultos de todas as idades gostam de fazer e ela já não vai mais precisar de receitas especialmente divertidas para querer te ajudar.

Brincando de cozinhar com crianças maiores de 12 anos.

Vamos continuar achando que estamos diante de uma criança, mas já sabemos que, tecnicamente, nesta idade elas já são pré-adolescentes. A brincadeira na cozinha também amadurece, passa a ser uma experiência importante, que poderá fazer diferença na vida deles na adolescência. São inúmeros os adolescentes que recorrem a este blog para aprender a cozinhar macarrãofazer arrozcarne moídapurê de batatacozinhar ovo e tantas outras coisas que descobrem ser importantes para viverem de uma forma mais independente dos pais.

Com esta idade, você já pode ter minichefs em casa, capazes de preparar um belo banquete. Se tiverem tido bastante vivência na cozinha, já terão muitas habilidades e poderão fazer alguns pratos sem a sua supervisão. Claro, esteja sempre por perto, mas ajude somente quando pedirem ou quando você souber que sua ajuda é necessária.

Aproveite enquanto estão sob sua orientação para ensiná-los a usar o fogão com segurança, o liquidificador, a batedeira, o mixer e também a usar as potências do microondas. Eles já são grandes o suficiente, apenas precisam saber como fazer tudo isso sem correr riscos.

Menina fazendo um bolo sozinha

Também é chegada a hora de ensiná-los a usar facas afiadas. É bom você acompanhar de perto o quanto for possível, fornecer uma boa base de apoio para cortes e uma faca bem afiada (facas cegas é que costumam causar acidentes). Ensine a proteger os dedos atrás da faca ao fatiar algo, posicionando-os curvados para trás – ou compre um protetor para os dedos. Explique que devem sempre carregar a faca com a ponta apontando para baixo e que não devem tentar pegá-la quando cair (fiz um post sobre cuidados com a faca, lá você poderá lembrar de tudo o que precisa ser ensinado).

Pai ensinando o filho a usar a faca

Se acontecer um corte nas primeiras tentativas (espero que não), lave bem em água fria até parar de sangrar, seque com um papel-toalha e coloque um band-aid.

Agora que a brincadeira atingiu outro patamar, você também já pode envolvê-los no planejamento das refeições da semana, pedindo ajuda para verificar o que precisa ser comprado, para fazer a lista de compras e para te ajudar a escolher os produtos no mercado.

Enfim, você já tem um auxiliar!

Menina cozinhando sozinha

Se, daqui a alguns anos, você tiver conseguido passar por todas essas fases da brincadeira de cozinhar com uma criança, devo te dizer que você vai ter a minha profunda admiração. Não terá me entregado de bandeja um provável leitor, que chegaria aqui buscando socorro na cozinha quando fosse morar numa república, mas o seu carinho e sua grande generosidade farão com que, certamente, você seja alguém de quem essa “criança” vai lembrar sempre que pegar em panelas, para o resto da vida!

Menina ajudando o pai a fazer um bolo

E aí, vai encarar?

Boa sorte e não se esqueça que não importa se o leite derramar, se o bolo não ficar fofinho ou se os biscoitos em forma de estrela acabarem com cara de flor. Viva bons momentos, elogie todos os esforços e faça com que se sintam felizes enquanto cozinham!

PROTEÍNA: DA ALIMENTAÇÃO AO SUPLEMENTO – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

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É mais do que comum ouvirmos que precisamos de proteína para que nosso corpo funcione de maneira adequada. Essa molécula, de fato, desempenha funções importantes no corpo humano, mas você sabe exatamente de quanta proteína você precisa para viver bem?

A verdade é que a proteína nunca esteve tanto em voga. Entre os frequentadores de academia, os suplementos proteicos em pó fazem o maior sucesso. Se a ideia é perder peso, adivinha só? Dietas à base de proteína estão entre as mais populares. E se o assunto envolve um estilo de vida livre do consumo de carne, o debate gira em torno das outras fontes de proteína – será que são suficientes?

Proteína, quem é você?

Antes de falarmos de quantidades e fontes, nada melhor que entender bem o que é uma proteína. Basicamente, é uma molécula feita de aminoácidos, que são substâncias que se ligam formando uma corrente – podemos dizer, então, que uma proteína é uma corrente de aminoácidos. A forma como esses aminoácidos se juntam e o comprimento da cadeia que formam são fatores que determinam o tipo de cada proteína.

Já foram descobertos milhares de aminoácidos, mas apenas 22 deles são fundamentais para o funcionamento do corpo humano – nós produzimos 13 desses aminoácidos, sendo que os outros 9 acabamos ingerindo por meio da alimentação.

Aqui, inclusive, fica mais fácil entender por que devemos prestar atenção ao que comemos: é fundamental que nossas fontes de proteína sejam ricas nesses nove aminoácidos que nosso corpo não produz.

A fisiologia do corpo humano é complexa e encantadora, de modo que o funcionamento de cada mecanismo, por mais simples que pareça, não seria possível sem as proteínas. Quando comemos, por exemplo, precisamos de enzimas que nos ajudem a quebrar os alimentos, para que nosso corpo consiga extrair os nutrientes necessários – quem são essas enzimas? Proteínas.

A insulina, que nos auxilia a regular os níveis de açúcar no corpo, também é uma proteína, mas conhecida como “proteína hormonal”. Sabe a hemoglobina, que transporta oxigênio por todo o nosso corpo através do sangue? Ela também é uma proteína. A mioglobina, fundamental para o desenvolvimento muscular, é uma proteína, assim como alguns agentes que atuam em nosso sistema imunológico, que nos protege de infecções e outras doenças. Não está bom ainda? Pois saiba que a saúde dos seus cabelos, das unhas e dos ossos também depende da boa e velha proteína.

Onde está você, proteína?

Entre os itens alimentares ricos em proteínas, destacamos vários tipos de carnes (frango, peru, peixe, carne vermelha – só não vale apostar em embutidos com frequência, hein!), ovos e leite. Para quem não consome produtos de origem animal, é importante manter uma dieta balanceada e com leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e afins), oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas e sementes), tofu, brócolis e espinafre. Em alguns casos, e sempre com aconselhamento nutricional, é necessário o uso de suplementos.

Em média, uma pessoa adulta precisa ingerir 0,65 g de proteína por kg de peso corporal por dia. Esse valor, no entanto, depende das condições de saúde da pessoa e da frequência com que ela pratica algum tipo de atividade física.

A falta de proteína – uma condição conhecida como hipoproteinemia – indica que a pessoa não ingere a quantidade ideal de proteínas por meio da alimentação ou que seu corpo, por algum motivo, não consegue absorver essa proteína. A falta de absorção de nutrientes está geralmente presente em quem tem doenças ou deficiências intestinais.

Em alguns casos, mesmo com uma dieta balanceada e sem problemas de absorção, as pessoas perdem muita proteína. Os órgãos que mais mandam essa substância embora são os rins, que agem como uma espécie de peneira responsável por filtrar nosso sangue – um problema no mecanismo de filtragem pode fazer com que moléculas de proteína passem pelo filtro e se percam. Outro órgão cujo desempenho está diretamente relacionado ao nível proteico do corpo é o fígado, então qualquer doença que o atinja pode também significar uma perda de valor proteico.

O uso de anticoncepcionais combinados, assim como problemas de insuficiência cardíaca, câncer e gravidez também são fatores comumente relacionados ao baixo armazenamento proteico.

Como saber se você tem proteína suficiente

É sempre bom que você monitore sua saúde e visite o médico de tempos em tempos, especialmente se há alguma queixa relacionada à sua saúde e se você tem mais de 40 anos.

De qualquer forma, é possível ficar atento a alguns sintomas que podem indicar baixo índice proteico: inchaços e dores nos pés e nos tornozelos geralmente indicam retenção de líquido, o que pode acontecer devido a doenças renais. Perda de massa muscular, fadiga, cãibras, unhas quebradiças também podem ser um indicativo de pouca proteína.

Em casos de deficiência proteica em decorrência de doenças hepáticas, os sintomas podem incluir inchaço abdominal e retenção de líquido também na região do abdome. Para monitorar a quantidade de proteína no corpo, geralmente os médicos solicitam que o paciente realize exames de sangue e urina.

E proteína em excesso? Faz mal?

Voltemos aos rins, esses dois órgãos em formato de feijão que realizam funções absurdamente complexas no corpo humano. Como você sabe, eles filtram sangue, e se o seu sangue está com mais proteína do que deveria, isso pode piorar possíveis problemas renais já existentes ou que ainda nem foram diagnosticados.

A alta concentração proteica no sangue tem muito a ver com o uso abusivo de suplementos proteicos e com dietas que priorizam a proteína e demonizam os carboidratos – são dietas famosas porque prometem a perda rápida de peso, o que até pode acontecer, mas com reganho de peso garantido e prejuízos à saúde.

Quando a proteína passa por esse processo de filtragem, ela geralmente produz ureia como resíduo. A presença de muita proteína pode significar muita ureia na corrente sanguínea, o que deixa o corpo desidratado – a desidratação, por sua vez, sobrecarrega todos os sistemas fisiológicos do corpo humano, o que é sempre um péssimo negócio. Todos nós devemos tomar pelo menos 2 litros de água por dia, e esse cuidado tem de ser redobrado em pessoas que tomam suplementos proteicos.

É preciso também ter apoio profissional adequado para usar esse tipo de suplemento. Além do mais, vale sempre lembrar que esse tipo de produto é um complemento alimentar, ou seja: ele não substitui uma refeição equilibrada. Se a ideia é cuidar da saúde, o bacana mesmo é fazer do jeito certo e buscar ajuda de um profissional da área de nutrição e de um médico endocrinologista ou clínico geral.

Como o miojo é feito

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O processo na linha de produção para a fabricação do macarrão instantâneo lámen é assim:

Os ingredientes são misturados e formam a massa do macarrão, que é expelida para a esteira por um monte de biquinhos finos, formando longos fios, digamos, “cacheados” (aposto que você já se pegou tentando entender como o miojo era feito assim, cacheadinho). Isso também pode ser feito cortando a massa em fios bem finos, que se arranjam na esteira de maneira que também ficam enroladinhos. Em seguida, a massa passa for um longo forno, onde é cozida a vapor e segue resfriando na esteira, até ser cortada na porção de uma embalagem e então dobrada sobre si mesma.

A massa dobrada, que já foi cozida e resfriada, é então acomodada em moldes que são cheios de furinhos (como uma escumadeira) para que o óleo escorra. Dentro desses moldes, a massa é imersa no óleo quente por algum tempo e então conduzida para fora da fritadeira, para ser resfriada novamente. A partir daí, a massa já está pronta e é conferida por fiscais e detectores automáticos (que eliminam aquelas que não estão dentro do padrão de qualidade), recebe seu respectivo pacotinho de tempero e é embalada, encaixotada e distribuída.

A fritura da massa pré-cozida faz com que ela desidrate, fique seca, durinha e que mantenha seu formato depois de embalada. Com certeza também adiciona um sabor que dá um “tcham” para qualquer coisa. (Quem não percebeu ainda que a fritura dá um sabor agradável para a comida?) Especialmente por causa dessa etapa da produção, em torno de 20% do que vai para o seu prato (fora a água) é gordura.

Pode ter uma pequena quantidade de óleo nas misturas do tempero, mas você não tem como saber quanto é, porque os fabricantes não citam separadamente os ingredientes e informações nutricionais do tempero. Eles consideram uma porção única de 80 g de macarrão + 5 g de tempero (por exemplo).

Por esse mesmo motivo, não conseguimos saber de que maneira a versão “light” do miojo tem menos gordura. A fritura da massa pode ser substituída por uma secagem por ar, mas não é possível saber se é esse o processo de desidratação usado porque os fabricantes não informam na embalagem (até porque eles nunca disseram que ela é frita). Se pudéssemos ver os ingredientes só da massa, poderíamos saber se ela foi frita ou não (pela quantidade de gordura), mas, sem as informações separadas, ficamos só com as deduções.

Ainda sobre o tempero, ele esconde uma enorme quantidade de sódio e realçador de sabor, que podem trazer riscos à saúde se consumidos em excesso. A quantidade de sódio presente no saquinho é, quase sempre, próxima ao máximo recomendado pela Anvisa para o consumo durante todo o dia e algumas vezes superior a ele (valor de referência para consumo diário: 2.400 mg). Leia a tabela nutricional e faça as contas para ver quanto de sódio você ainda pode consumir no mesmo dia – depois me diga se conseguiu não ultrapassar.

Saber como os produtos que consumimos são feitos e seus ingredientes é importante para fazermos nossas escolhas. Não quero dizer que “miojo é uma má escolha, nunca coma!”, mas que você tem que saber que é um alimento rico em gordura e sódio, com quase nenhum valor nutritivo. Não é saudável o consumo frequente, mas você pode comer de vez em quando, com moderação.

Substitua macarrão cabelinho de anjo. Ele fica pronto muito mais depressa (em menos de 1 minuto!), é mais saudável e muito mais gostoso!

Tudo na vida tem que ser equilibrado, especialmente a nossa alimentação. Não vamos ser radicais e deixar de comer para sempre as coisas que nos dão prazer mas que não são saudáveis, porque também é saudável satisfazer nossos desejos “de quando em vez”.

A única coisa que afirmo aqui, agora, debaixo dos seus olhos é que  essas receitas bizarras com miojo, neste blog, “NUNCA SERÃO”!

JAPONESES CRIAM SORVETE QUE NÃO DERRETE

Felizmente, esse infortúnio pode estar perto de ficar no passado, já que um grupo de cientistas japoneses garante ter inventado um sorvete que não derrete! O Centro de Pesquisa de Desenvolvimento de Bioterapia, localizado em Kanazawa, a 470 km de Tóquio, resolveu misturar o polifenol líquido encontrado nos morangos na fórmula e chegou ao resultado meio que por acaso.

Essas substâncias estão presentes em várias plantas e normalmente criam defesas contra a radiação ultravioleta; porém, muita gente tem visto nos polifenóis uma fonte de nutrição e de benefícios para a saúde. Só que a descoberta que eles podem ajudar os sorvetes a não derreter aconteceu sem querer porque o estudo estava sendo outro: quando o Japão foi afetado pelo terremoto e pelo tsunami de 2011, muitos agricultores de morangos foram atingidos, já que a galera ficou com medo de seus frutos estarem contaminados pela radiação vazada da Usina de Fukushima.

Novidade foi aprovada

Para tentar ajudar esses agricultores, cientistas incentivaram um chef de cozinha a criar receitas com o polifenol dos morangos. Como o cara é especialista em confeitaria, ele misturou a substância em suas massas, notando que elas se solidificavam imediatamente! Essa informação chegou aos ouvidos da farmacêutica Tomihisa Ota, que na hora pensou que isso poderia beneficiar os alimentos que costumam derreter.

E a novidade já está no mercado: mesmo o calor de 28 graus Celsius que anda fazendo em Kanazawa é incapaz de fazer os sorvetes derreterem. Dizem que a novidade aguenta por um tempo prolongado até mesmo o vapor quente dos secadores de cabelos! Fala a verdade: você ficou com vontade de provar?

Picolés podem ser expostos

Que taça escolher?

 

Diz-se que cada tipo de vinho pede um tipo de taça, mas, para começar, você pode simplificar bastante suas escolhas

Se você está iniciando no mundo dos vinhos, é provável que já tenha se visto em frente a uma prateleira com diversas taças e pensado: “por que há tantas diferentes?” Para o iniciante, comprar uma taça é tão complicado quanto escolher o vinho. Mas, mesmo enófilos com alguma prática podem titubear diante da variedade.

Então, a primeira atitude é entender por que há tantas taças de formatos diferentes. Da mesma maneira que determinados tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho também é necessário escolher a taça ideal.

Hoje, “o formato é técnica pura”, afirma Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA. Isso porque, após muitos estudos, os recipientes foram desenvolvidos para conduzir o vinho para a boca e o nariz de maneira a realçar cores, aromas e sabores do fermentado, o que influencia no resultado. Para quem duvida, basta testar. Um paladar minimamente aguçado sentirá a diferença ao beber um mesmo vinho em taças completamente diferentes.

Uma para cada vinho?

Como cada vinho possui características únicas dependendo da uva (além de outros tantos fatores, mas vamos nos concentrar só neste por enquanto) com que é produzido, reza a lenda que é necessário ter uma taça para cada tipo. A marca austríaca Riedel, por exemplo, é uma das que acredita nesta premissa e possui cerca de 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva e/ou região do mundo.

Aí, você se pergunta: eu preciso de todas elas? Segundo André Wollny, representante da Spiegelau, “o consumidor, em casa, pode ter uma menor variedade de taças sem perder o prazer de beber vinho”. Por isso a regra para iniciar o caminho é simplificar. Aqueles modelos que não podem faltar em sua casa, “são os adequados para os vinhos que gostamos de beber”, diz Wollny. Porém, a primeira dica é ter uma taça “coringa” e o principal trunfo se chama ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.

Depois, é comum aconselhar que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux e Borgonha) e uma para espumantes. Se quiser, pode ainda ir além, com uma para rosados e uma para doces (apesar de a de vinho branco também servir para essa função). Mais adiante vamos detalhar como é o desenho de cada um desses recipientes e explicar o porquê de seus formatos.

Material

Para adquirir as suas taças, você deve prestar atenção a alguns detalhes. O primeiro é o material. Deixe de lado qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer de degustar um vinho também está em olhar para suas tonalidades, que dão dicas sobre o tipo de uva e idade da bebida.

Existem basicamente três opções: de cristal, cristal de vidro ou vidro. A diferença entre elas é a presença e o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem. O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse fator também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas. Por fim, em 2006, foram lançadas as taças “inquebráveis”, feitas de um material chamado Kwarx, pela Mikasa, Schott Zwiesel e outros.

CHUMBO NÃO É TÓXICO?

Você pode estar se perguntando: “Chumbo não é um material tóxico? Como ele pode fazer parte da composição de taças? Isso não faz mal?” Sim, chumbo é um material tóxico e que, com o tempo, pode migrar do copo para os líquidos – especialmente os mais ácidos – e causar problemas de saúde. Porém, fique calmo. Para que o chumbo seja liberado no vinho em quantidades preocupantes é necessário que a bebida fique em contato com a taça durante várias e várias horas, dias mesmo. Ou seja, beba seu vinho tranquilamente, pois o tempo de contato dele com a taça é insignificante para que isso ocorra.

TIPOS BÁSICOS DE TAÇAS

Para vinhos tintos

O vinho tinto precisa de espaço para respirar, pois tem aromas e sabores muito intensos. Por isso, a taça tem corpo grande, fazendo com que se libere toda a sua potência. O formato também é ideal para que a bebida possa “dançar”. Por esse motivo, também é importante lembrar que ela deve apenas ser preenchida até um terço de sua capacidade.

Existem dois tipos comuns de recipientes de vinho tinto: Bordeaux e Borgonha, taças batizadas com esses nomes por causa das famosas regiões produtoras da França.

Bordeaux

As taças Bordeaux foram feitas para abrigar vinhos mais encorpados e ricos em tanino, feitos principalmente a partir da uva Cabernet Sauvignon. Elas possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando- os. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que a untuosidade e os sabores frutados dominem antes que os taninos sejam direcionados para a parte de trás da boca. É indicada para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras uvas.

 

Borgonha

Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. Portanto, as taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar, o que permite que o buquê se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito o nariz. O formato direciona o fluxo acima da ponta e do centro da língua, diminuindo a acidez e acentuando as qualidades mais arredondadas e maduras do vinho. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam apreciados vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone, Nebbiolo etc.

 

Para vinhos brancos

As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho através das áreas da língua com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.

 

Para vinhos rosados

Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Ela deve acentuar a acidez do vinho, equilibrando assim sua doçura. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.

Para vinhos doces e fortificados

Possuem bojo pequeno, justamente porque as pessoas consomem vinhos doces e fortificados em quantidades menores. Também são mais estreitas na parte superior. Seu design ajuda a conduzir o fluxo da bebida diretamente para a ponta da língua, região onde os sabores doces são mais percebidos.

Taça ISO

Por fim, existe a taça ISO (International Standards Organization), criada em 1970. Ela é uma espécie de taça coringa, pois serve para todos os tipos de vinho. É muito utilizada para degustações técnicas, para que possa ser mantida uma referência entre diversos tipos de fermentado. Por isso, pode ser um dos melhores modelos para começar o seu acervo. Ela é relativamente pequena e totalmente cristalina. Seu bojo é maior e ela é fechada na parte de cima. É boa especialmente para a parte aromática.

 

Para espumantes e/ou champagnes

Para um Champagne ou um espumante comum, a taça adequada é a que chamamos de flûte, ou flauta. Ela serve para que possam ser apreciadas as borbulhas, ou perlage. A taça fina também direciona a efervescência e os aromas para o nariz, enquanto controla o fluxo acima da língua, mantendo o equilíbrio entre a limpeza da acidez e a saborosa profundidade. Quanto mais bojo tiver a taça, melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal não irá realçar os aromas. Se o Champagne for Cuvée ou de safra especial, faz-se necessário um recipiente com corpo curvo, para que o apreciador possa sentir alguma fruta.

 

LAVE SUAS TAÇAS

Uma vez que você já possui as taças, é imprescindível que cuide bem delas, caso contrário, rapidamente seu prazer ao degustar será prejudicado. Para laválas, recomenda-se água morna e uma quantidade mínima de detergente líquido. Com ele, todo cuidado é pouco. Se a taça não for bem enxaguada, o produto pode alterar o sabor e o aroma do vinho e, no caso do Champagne, impedirá que se formem as borbulhas.

Há ainda outras regras mais do que essenciais: sempre enxaguar muito bem os copos e depois secá-los com cuidado, preferencialmente com um pano de linho; nunca secar segurando a base com uma mão e girando a taça com a outra em direções opostas; e, finalmente, guardar os copos em um local completamente livre de odores.

MITO DE MARIA ANTONIETA

Você já deve ter visto taças baixas e largas como sendo de Champagne. Seu uso era muito comum em outras épocas. Diz a lenda que seu formato foi moldado no seio de Maria Antonieta. Sua boca é larga, o que dificulta a formação de espuma e, assim, faz com que os aromas se dispersem no ar. Além disso, sua altura pequena não permite o correto desprendimento das borbulhas. Evite-as.

SEGURE CORRETAMENTE

Todas as taças possuem haste e ela não está lá para nada. A haste serve para que você segure de maneira correta, sem encher o bojo da taça com marcas de dedos, por exemplo, além de minimizar o aquecimento do líquido quando em contato com a mão.

 

5 receitas inusitadas que prometem curar sua ressaca

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Muitas festas, muitos blocos, muitos bons drinks e, no final, aquela conhecida dorzinha de cabeça – na melhor das hipóteses.

O Divina Estação selecionou 5 iguarias gastronômicas de diferentes lugares do mundo que prometem recuperar sua animação:

O Katerfrühstück da Alemanha

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Esse é o tradicional “almoço de ressaca”. O prato principal é chamado de rollmops: filé de arenque cru em conserva enrolado com pepino e cebola, também em conserva. Curtiu? Não me parece muito apetitoso para um organismo já debilitado.

A vitalidade na Sicília

Antigamente os silcilianos tinham um habito meio estranho para mitigar os efeitos do álcool: comer pênis seco de touro. Eles acreditavam que curariam a ressaca e, de quebra, restaurariam sua vitalidade. Não sei não, mas eu prefiro sentir ressaca!

Uma iguaria da Grécia antiga

Ao invés de um café da manhã tradicional, os gregos antigos tentavam curar a ressaca com dois ovos de coruja e pulmões de ovelhas. Excêntricos, não acha?

Sopinha da Coréia

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Os carrinhos de rua da Coréia costumam vender uma tradicional sopa para remover a ressaca: a “haejangguk”. A receita leva sangue de boi coagulado, repolho, vegetais e ossos de vaca e da espinha do porco. Deve ser uma delícia, só que não!

O frango à passarinho da Roma Antiga

Plínio, o Velho, tinha uma receita familiar infalível: pegar uma panela cheia de óleo quente, fritar um canário e engolir. Simples assim!

E aí, qual a sua receita antirressaca preferida?